Os pedágios em São Paulo estão fora da curva
Desde que as rodovias paulistas foram pedagiadas, há muita reclamação do preço das tarifas e do número excessivo de praças de pedágio.
O governo estadual sempre discursou que os parâmetros para a concessão dessas rodovias eram técnicos.
Com a concessão dos sete lotes federais com um preço infinitamente menor do que o cobrado no Estado essas premissas se revelaram falsas.
A seguir uma breve análise do modelo de concessão paulista.
Da malha
O Estado de São Paulo possui 193.800,47 quilômetros de estradas. Desses, 165.068,19 são estradas de terra, 11.687 são estradas pavimentadas municipais, 1.055,49 quilômetros de rodovias federais (Fernão Dias, Régis Bittencourt, Rio Santos e Transbrasiliana) e 21.651,22 são rodovias estaduais.
Das rodovias estaduais somente 3.871 quilômetros (17,87%) são duplicados. Esse índice é bem inferior às federais no Estado, pois 631,02 quilômetros (59,77% do total) são duplicados.
Isso quebra um pouco o que o governo estadual vem falando de rodovias de primeiro mundo, pois quem anda pelo Estado sabe que não é bem assim. São poucos quilômetros de rodovias duplicadas em relação à malha total. Essas rodovias de pistas simples, na maioria dos casos, são inseguras como a Raposo Tavares, com intenso tráfego de caminhões. Longos trechos dessa rodovia são de pistas simples e estreitas e sinalizadas precariamente, assim como a rodovia Euclides da Cunha, entre tantas outras sob jurisdição do Estado.
Na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2008, está prevista a duplicação de 223 km das rodovias estaduais. Dessa forma, por esse ritmo, serão precisos 79 anos para duplicar as rodovias singelas que hoje existem no Estado. É uma eternidade.
Da Concessão
A concessão nas rodovias paulistas começou em 1998. Foram concedidos 3.550 quilômetros de rodovias por 20 anos para a iniciativa privada. Desde então, o número de pedágios cresceu exponencialmente. O negócio de concessão em São Paulo a julgar pela expectativa de receita da Artesp na PLOA 2008, é de R$ 3,4 bilhões. É essa a expectativa de faturamento das concessionárias para esse ano.
O Brasil possui 321 pedágios e no Estado de São Paulo estão 153 ou 47,66% do total do país. Nas rodovias concedidas à iniciativa privada, antes da concessão havia 28 deles. Atualmente, nessas mesmas rodovias, o número de pedágios é de 137, isto é, aumentou quase cinco vezes.
Das Tarifas
A evolução do preço dos pedágios paulistas desde 1994 até 2006 foi de 708% (mais do que oito vezes) representando um aumento real (acima da inflação) em relação ao IPCFipe de 204%, segundo o Ipea. Na rodovia Dutra (concessão federal de 1995) o valorreal acima da inflação foi de 36%, tomando por base o IPCA. Não é à toa que as receitas de pedágio cresceram exponencialmente no período 1999 a 2005. A eAutoban teve um faturamento de R$ 242,008 milhões em 1999 e no ano de 2005 as receitas saltaram para R$ 805,011 milhões, ou seja, cresceram 232,63% ; a Viaoeste, faturou R$ 107,260 milhões em 1999 e no ano 2005, R$ 348,937 milhões, ou seja, variou positivamente em 225,31%.
O lucro líquido também cresceu. Em 2003, o lucro líquido da Autoban foi de R$ 89,245 milhões e em 2006, R$ 238,285 milhões, variando positivamente em 167 %; A Viaoeste lucrou R$ 35,174 milhões em 2003 e R$ 115,305 milhões em 2006, aumento de 227,81%, a Ecovias, R$ 108,402 milhões em 2003 e R$ 130,290 milhões em 2006, ou, 20,19% a mais. Na média, no período de 2003 a 2006, o lucro líquido das concessionárias cresceu 156,80%.
O Custo Tucano
O modelo de concessão das rodovias implantado em São Paulo pelos tucanos acarreta transferência de renda dos usuários para as concessionárias. Os preços dos pedágios no Estado estão superfaturados. Isso também gera aumento de custo para as empresas, pois 93% das cargas são transportadas por rodovias no Estado e 60% das cargas brasileiras passam pelas rodovias paulistas.
Para fazer o trecho São Paulo – Guarujá em rodovia estadual, o usuário pagará 842,55% a mais por quilômetro do que será cobrado pelo pedágio entre São Paulo e Belo Horizonte, em rodovia federal.
De São Paulo a Belo Horizonte, pela Fernão Dias (rodando 1.124,2 km), serão gastos R$ 15,95, ou R$ 0,0141 por quilômetro. Se o usuário fizer a viagem São Paulo-São José do Rio Preto (rodovia estadual – rodando 851,2 km), pagará R$ 102,40, ou R$ 0,1203 por quilômetro. O pedágio mais caro do Brasil é o da Marginal Castello Branco, em que para rodar 21,80 km (ida e volta) serão pagos R$ 11,20 ou R$ 0,5137 por quilômetro.
Assim, para rodar cem (100) quilômetros nessa rodovia o usuário gastará R$ 51,00. Pelo mesmo critério, uma viagem de ida e volta a Belo Horizonte ficaria em R$ 573,24.
O elevado preço dos pedágios em São Paulo, traz custos externos que impactam toda a cadeia produtiva, tornando menos competitivos os produtos brasileiros em relação aos do exterior.
Escrito por rodoanel.livre às 17h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Continuação.......
A defesa da concessão onerosa pelo governo do estado
O governo do Estado de São Paulo, através do vice-governador Alberto Goldman e dosecretário dos transportes Mauro Arce tem defendido, enfaticamente, a concessão onerosa. O argumento principal é de que não cabe ao Estado repassar, sem nenhum ônus, as rodovias para as empresas privadas. Até citaram o caso da rodovia federal Fernão Dias, cujo custo de duplicação ainda está sendo pago pelo governo federal.
Na concessão estadual há dois tipos de ônus, o fixo e o variável. O ônus fixo é o valor pago pela concessionária pela “compra” da rodovia. Ele está sendo pago em 240 prestações mensais. Esses recursos são destinados ao Departamento de Estradas de Rodagem - DER para ser aplicado nas rodovias sob concessão estadual. O ônus variável corresponde a 3% das receitas das concessionárias que é destinado à Artesp (agência de regulação e fiscalização do setor no âmbito estadual).
O argumento do governo estadual de que concessão sem ônus é estar dando patrimônio público a empresas privadas, é falacioso. Não se sustenta em função das rodovias terem sido construídas com recursos de impostos dos cidadãos. Eles estarão pagando pela segunda vez essa obra quando o ônus está embutido na concessão.
É muito simples, o custo do ônus fixo e variável, pagos pela concessionária, estará embutido no preço do pedágio. Quem pagará por ele não é a empresa privada, mas o usuário. Na planilha financeira da concessão constará esse custo e sua recomposição ajustada à Taxa Interna de Retorno - TIR, que no caso de São Paulo gira em torno de 20%.
Dessa forma, para obter a modicidade tarifária de pedágio está descartada a concessão onerosa.
Segundo o governo estadual, os recursos dos ônus são aplicados nas rodovias que estão fora da concessão. Primeiro, o governo do Estado já não precisa investir na manutenção dos 3.550 quilômetros de rodovias sob concessão privada. Segundo, não cabe aos usuários das rodovias sob concessão, pagar pela manutenção de todas as demais. O Estado de São Paulo, somente da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico –
CIDE recebe anualmente mais de R$ 250 milhões. No IPVA de 2008 está prevista arrecadação superior a R$ 6,857 bilhões na PLOA-2008.
Dessa forma, a recuperação, manutenção e extensão da malha rodoviária paulista têm de ser custeadas com recursos do orçamento estadual.
O governo estadual diz que pobre não paga pedágio
Está totalmente equivocada essa premissa do governo tucano. Não são somente os 20% da população brasileira que possuem automóvel que pagam pedágio.
Todos pagam ao consumir produtos que trafegam nas rodovias pedagiadas ou ao adquirirem um simples bilhete de ônibus. E não só a população paulista, mas também todos os brasileiros, pois 60% da carga do país passa pelo Estado.
A capacidade estimada para uma carreta de seis eixos que transporte arroz do Porto de Santos para São José do Rio Preto é de 55 toneladas. Em termos de peso ela pode transportar 11.000 pacotes de cinco quilos. Esse caminhão pagará de pedágios nas rodovias entre as duas cidades a quantia de R$ 704,00. Dessa forma, há um acréscimo no custo do pacote de arroz de R$ 0,06.
A média de consumo de arroz no Brasil, segundo a FAO, é de 35,4 quilos per capita por domicílio. Uma família com quatro membros consumirá 142 quilos ao ano ou 28 pacotes ao ano. Assim, anualmente somente no consumo do arroz essa família estará pagando R$ 1,68 de pedágio. Esse exercício se for feito para outras mercadorias ficará patente o quanto as pessoas de menor renda pagam pedágio.
Outro exemplo, um ônibus que saia de São Paulo com destino a São José do Rio Preto, paga R$ R$ 306,00. Se cada ônibus tiver em média 40 passageiros, na viagem de ida e volta, cada um pagará R$ 3,82.
$O pagamento de pedágio pelas famílias será diretamente proporcional à cadeia produtiva, sendo que quanto mais complexa, maior será o pagamento e da distância percorrida por esses produtos em rodovias pedagiadas. Assim como no transporte rodoviário de passageiros.
A sinuca de bico dos tucanos
Após o leilão federal, ficou patente que o modelo de concessão de rodovia é insustentável em São Paulo. O governo que deveria ter lançado no dia 17 de setembro do corrente ano o edital para a licitação do Rodoanel teve que refazer os cálculos às pressas. Assim como a modelagem dos cinco lotes que pretende licitar nesse ano.
A maior diferença por enquanto foi a redução da Taxa Interna de Retorno - TIR, que caiu de 20% para algo em torno de 10%. Uma redução substancial de 50% em relação ao que pretendia remunerar as concessionárias. Isso, graças a coragem do governo federal que colocou a TIR em 8,95% e conseguiu, de fato no leilão, que a TIR ficasse por volta de 8,25%.
Falta ainda ao governo estadual rever os contratos antigos. Ele não estará quebrando contratos, pois a Lei 8.666/93 prevê o Equilíbrio Econômico Financeiro - EEF, tanto para as concessionárias como para o governo. O fator determinante pode ser a subida exponencial do IGPM usando-o como indexador das tarifas no Estado. Com a crise cambial oriunda do fim do Plano Real em 15 de janeiro de 1999, esse indicador subiu mais do que o normal em relação a outros índices de preços.
A Artesp, agência reguladora das concessões precisa ser estatizada. Pela exposição dos seus diretores na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, ficou patente a impressão que eles se preocupam mais em garantir os ganhos das concessionárias do que com a modicidade tarifária. A começar pelo Conselho Consultivo da Artesp, composto de membros representativos da sociedade que precisa ser mais bem respaldado.
Quando a Artesp fez junto com o governo estadual a prorrogação dos contratos de concessão, apesar deles não estarem ainda nem na metade, o Conselho Consultivo não foi consultado. É preciso transparência e controle social dessa agência.
A prorrogação de 10 dos 12 contratos precisa ser revista. Fizeram a dilatação dos prazos sem incluir os ganhos de produtividade e sem levar em contra o ambiente econômico derivado da política consistente do governo Lula. A prorrogação congelou a TIR dos contratos em níveis extremamente elevados. A melhor forma para se obter a modicidade tarifária é fazendo uma outra licitação e não prorrogando contratos onerosos.
O novo Paradigma de Concessão Rodoviária
O governo federal contra tudo e todos (basta observar os editoriais dos jornais no período) conseguiu demonstrar que é possível preservar a modicidade tarifária e obter investimento. Nos sete lotes concedidos estão previstos investimentos de R$ 20 bilhões.
Também estão proibidas as prorrogações de contratos e no prazo de cinco anos haverá uma reavaliação dos mesmos.
O fato de a concessão ter se dado em função da menor tarifa foi um sucesso. Muitos diziam que a licitação seria um fracasso, mas apareceram 30 consórcios na disputa.
Além dos investimentos de recuperação da rodovia e duplicação, as concessionárias implantarão radares, balanças de pesagem e recursos para reaparelhamento da Polícia Rodoviária Federal.
Os tucanos precisam ter a humildade de aprender com o novo modelo implantado pelo governo federal.
Evaristo Almeida – Assessoria de
Transportes da Liderança do PT
Escrito por rodoanel.livre às 17h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Manifestação em frente à Assembléia Legislativa no dia 23 de outubro 
Escrito por rodoanel.livre às 12h04
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Veja o que a imprensa publicou sobre as ações do Movimento Rodoanel Livre
globo.com: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL155423-5605,00-MANIFESTANTES+COBRAM+PEDAGIO+NA+ASSEMBLEIA.html
Diario Oficial: http://200.211.3.173/lecaderno.asp?cad=12
Diario de Osasco: http://webdiario.com.br
Escrito por rodoanel.livre às 11h52
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Osasco faz primeira audiência para discutir pedágio no Rodoanel

Apesar da ausência do Secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, e do diretor Geral da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Sampaio Doria, a Câmara de Osasco realizou audiência pública, no dia 17 de outubro, para discutir o pedagiamento no trecho oeste do Rodoanel Mario Covas.
A atividade contou com a participação do deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar que discute o assunto na Assembléia Legislativa, Marcos Martins (PT), de diversos setores da sociedade civil, de parlamentares da região e de representantes dos poderes públicos das cidades que serão afetadas pela implantação de 16 praças de pedágios ao longo dos 32 km da rodovia.
Para o vereador Aluisio Pinheiro (PT), a audiência é ferramenta para que a população possa tomar conhecimento sobre as ações do governo paulista. E refutou que a iniciativa tenha caráter partidário. “Não precisa ser um especialista para saber que os pedágios vão acarretar danos às cidades e aos munícipes. E todos os vereadores de todos os partidos sabem disto. Aqui em Osasco temos conversado com todos os parlamentares, inclusive com os três do PSDB. Afirmando sempre que essa é uma luta suprapartidária e que tem a finalidade de defender os interesses da população”.
Outros vereadores da região também não esconderam a insatisfação com a medida. O vereador de Cotia Toninho Kalunga revelou durante a audiência, que “a medida do governo é inaceitável”, tanto que “vereadores da região do partido do governo, são contrários ao pedágio e têm apoiado indiretamente as manifestações”. Ele citou que algumas Câmaras Municipais da região já aprovaram Moções de repúdio com o apoio destes vereadores.
O vereador de Taboão da Serra Wagner Eckstien, os vereadores de Osasco, Sônia Rainho e Nelson Batista, todos do PT, engrossaram o coro de repúdio ao pedágio. “Mais uma vez o governo do Estado vai onerar o bolso do contribuinte e prejudicar economicamente as cidades cortadas pelo Rodoanel”, esbravejou Sônia Rainho.
Diversos setores da sociedade também fizeram manifestações contrárias à iniciativa da Secretaria de Transporte do Estado. “Cria-se o Rodoanel para facilitar a vida das pessoas, a vida dos caminhoneiros. Com o pedagiamento, o sonho acabou. Agora os trabalhadores terão de cortar as cidades, enfrentar os enormes congestionamentos e horas a fio no trânsito. Volta o estresse e a estafa. Para falar a verdade, não temos esperanças nas políticas públicas do atual governo do Estado de São Paulo”, lamentou Carlos Alberto Quissi, presidente do Simtratecor (Sindicato dos Trabalhadores no Transporte de Cargas de Osasco e Região).
Na ocasião, o movimento Mobilize-se, através de seu coordenador, José Monção, entregou ao deputado Marcos Martins um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas contra ao pedágio no Rodoanel.
As prefeituras corroboraram as críticas. O Secretário de Serviços Municipais de Osasco, João Góis, responsável pelo trânsito da cidade, avaliou que com o pedágio no Rodoanel a cidade vai se tornar naturalmente rota de fuga para escapar da cobrança. Ele revelou que os investimentos para melhorar o trânsito no município nos últimos anos pode ter sido em vão. “A prefeitura de Osasco investiu muito na malha viária, nas sinalizações e na redução de acidentes. Com o pedágio estes investimentos não surtirão efeitos. O município não suportará o aumento na circulação de veículos. Será um caos”.
O Secretário de Transportes de Taboão da Serra, Carlos Andrade, considera o pedágio um “caixão”. Segundo ele, apenas quem se beneficia com as praças de pedágio são as concessionárias que compram rodovias. De acordo com ele, Taboão da Serra deve ficar isolada dos outros municípios. A via atualmente é principal elo entre a cidade e outros municípios da região oeste de São Paulo.
“A solução para impedir a instalação dos pedágios é mobilização popular”. É desta forma que o deputado estadual Marcos Martins acredita que seja possível reverter a medida. “Conclamamos a adesão da população, dos empresários, dos movimentos sociais, dos sindicatos, para vencermos esta batalha contra a instalação de pedágios no Rodoanel”.
O deputado divulgou a adesão de deputados de outros partidos à Frente Parlamentar que ele coordena. “Esta é uma luta suprapartidária. Hoje, a Frente tem deputados do PT, do PDT, do PV e do Psol. Todos compreendem como é ruim para a população de São Paulo o pedágio no Rodoanel”.
Ao fim da audiência, diversos questionamentos foram feitos. As perguntas serão encaminhadas em forma de ofício ao deputado Marcos Martins, à Secretaria de Transportes e à Artesp.
Outras audiências também foram propostas para ocorrer nas cidades de Tabão da Serra, Cotia e Santo André. As datas para as atividades ainda não foram divulgadas.
Escrito por rodoanel.livre às 10h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Serra, governador do pedágio
Movimento Rodoanel Livre
O anúncio de privatização do Rodoanel Mário Covas, desencadeou uma reação chamado de “Movimento Rodoanel Livre”, o qual reúne lideranças comunitárias, políticas, sindicais e empresariais que pretendem mobilizar a sociedade contra a instalação do pedágio na rodovia. A implantação do pedágio no trecho oeste do Rodoanel, terá 16 praças nos 32 quilômetros da via. Serão 15 instalados nas vias de acesso à rodovia e uma barreira central, ou seja, o abuso de uma praça a cada 2km. Nas vias de acesso, é previsto o preço das tarifas de R$ 2,20. Se o usuário pagar dois pedágios de bloqueio ao dia, terá de desembolsar ao menos R$ 110 ao mês ou R$ 1.320 ao ano. Se comparada, a soma acaba sendo, na maioria dos casos, maior do que se paga em IPVA ou até mesmo no seguro do carro. Se o usuário pagar pedágio de barreira, que custará R$ 4,40, o valor sobe para R$ 2.640 anualmente. Caminhões pagariam valor ainda maior. Prejuízos ao cidadão O Rodoanel foi criado para desafogar o transito nas marginais, Pinheiros e Tietê. Com a cobrança, os congestionamentos devem piorar significativamente, e as as cidades ao redor, como Osasco, Carapicuíba, Embu das Artes, Taboão da Serra, Cotia, entre outras devem sofrer danos a malha viária, que já está desgastada com excesso de veículos, pois serão vias de escape do pedágio. Sem mencionar os danos ambientais e prejuízos econômicos que o pedágio no Rodoanel vai acarretar na região, como a fuga da empresas e o aumento da poluição. Portanto, nós do Movimento Rodoanel Livre, queremos mostrar à sociedade nossa indignação e mostrar a falta de sensibilidade do governador Serra com os problemas que o pedagiamento deverá causar à população da Região Oeste, e em breve a região do ABCD, que deverá ser também cortada pelo Rodoanel Trecho Sul, também deverá sofrer com os pedágios na rodovia. Entre nesta luta. Pedágio no Rodoanel, Não!!!!!!!!!
Escrito por rodoanel.livre às 15h39
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Não ao Pedágio no Rodoanel

Imagem do Rodoanel
Este Blog foi criado pela sociedade civil que pretende discutir a implantação e imposição do Governo do Estado que vai instalar, em breve, 16 praças de pedágio no Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas. A medida, que não foi levada ao conhecimento da população por nenhum órgão de imprensa, muito menos pelos órgãos estaduais, é mais forma que a atual gestão pública paulista encontrou para punir a população que hoje depende do Rodoanel para fugir dos imensos congestionamentos que assolam a Capital Paulista. Com os pedágios, o usuário terá de tirar do bolso R$ 8,80. Ou seja, mais um ônus imposto pelo Governo do Estado ao contribuinte, que paga diversas taxas para se locomover com seu veículo (IPVA, Licenciamento, Multas, Seguro Obrigatório, entre outras). Diante deste absurdo e abuso, esta comunidade visa reunir à população para juntar forças e impedir que o governador e seus secretários instalem pedágios ao longo do Rodoanel. Vamos juntos dizer ‘não queremos pedágio do Rodoanel’”.
Escrito por rodoanel.livre às 12h58
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|